Comitê de Defesa da Humanidade – Capítulo Rio de Janeiro

“Lutar por um mundo melhor, não somente é possível como é imprescindível”.
Fidel Castro

Nós brasileiros, intelectuais, artistas, parlamentares e políticos, reunidos na cidade do Rio de Janeiro, decidimos cerrar fileiras com nossos irmãos latino-americanos e caribenhos, contra o horror, a opressão e a espoliação de que somos vítimas.

Com o propósito de garantir a sobrevivência das sociedades latino-americanas, propomos uma luta sistemática, direta, formal, conscientemente dirigida que ofereça força de resistência à política neo-liberal.
Cuba rompe o programa pré-estabelecido para nosso continente. irradia sua força, seu exemplo, e sua coragem, demonstrado que somos capazes de gerir nossos destinos.

Aliado a Cuba, o sonho de Simón Bolívar através das medidas nacionalistas do Presidente Hugo Chávez, endossados por quantos desejam a liberdade vai ser afirmando no hemisfério.

Alicerçados em nossa cultura histórica, civilização de guerreiros que vão dos Maias aos Aztecas, da Nação Tupi-Guarani aos Incas, dos Zumbi dos Palmares a Sandino, de Bolívar a Petión, de Tiradentes a José Martí, de João Goulart a Allende, de Darcy Ribeiro a Leonel Brizola, passando por Ernesto Che Guevara, e pelo exemplo de firmeza inquebrantável de Fidel Castro Ruz, nos comprometemos a desenvolver formas criativas de lutas que nos leve a repelir as agressões injustas, combater explorações e privilégios, trabalhar pela civilização e pelo bem geral da humanidade.

Precisamente por habitarmos um continente privilegiado em biodiversidade, em diversidade climática, com riquezas naturais incalculáveis é que nos vimos instados a impedir a devastação da floresta amazônica, a preservar nossos rios, a água que nos vida, a criar condições para retirar do abandono nos campos e nas cidades, milhões de crianças sem possibilidade de futuro.

Para todos nós, defender a humanidade é defender a nós mesmos. Significa viabilizar a tempo e a hora o futuro da espécie humana, hoje ameaçada por forças poderosas e desumanas que objetivam a perpetuação do império do mercado. Torna-se fundamental impedir que continuemos a ser reféns de receituários políticos prontos e acabados que nossas elites reflexas copiam com vistas à manutenção de seus privilégios.

Travar a “batalha de idéias” é não permitir que a América Latina, continue a pagar com a fome, com a subserviência e com a desesperança dos mais jovens por benesses que nunca chegam aos mais necessitados. É impedir que nossos horizontes se estreitem a ponto de não haver escolha senão entre o “terrorismo de Estado” e o “ terrorismo de extremistas clandestinos. Ou seja, entre o sórdido e o sórdido.

Quando a Carta das Nações Unidas não é mais respeitada, quando a Convenção de Genebra sobre os prisioneiros de guerra e a proteção de população civis é violada, ou presos oriundos de territórios ocupados no Oriente Médio sejam torturados em território usurpado à República de Cuba – Guantanamo, pelos Estados Unidos da América do Norte, quando o Iraque é covardemente invadido e ocupado sob a alegação de posse de armas químicas que colocariam em risco a humanidade, num longo e penoso processo de devastação que cobra, ano após ano, milhares de vidas de covis inocentes e transforma em pó a herança de uma cultura milenar de valor inestimável para a humanidade entendemos que é hora de fazer ouvir um grito de Basta!

Em memória dos nascidos neste imenso continente que perderam suas vidas nos porões das ditaduras, nos campos de concentração, nos estádios. Dos que deixaram de ver os primeiros passos de seus filhos, precisamente porque estavam empenhados em minorar o sofrimento representado por essa crua realidade, reúnem-se agora homens e mulheres dispostos a defender a vida.

Urge mudar o rumo desta história.

…todos los días hay que luchar por que ese amor a la humanidad viviente se transforme en hechos concretos, en actos que sirvan de ejemplo, de movilización.
Che

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